[ Xumucuís #5] Conheça nossos artistas convidados

Bárbara Savannah (Curralinho, Ilha do Marajó,PA) é artista visual e pintora radicada em Belém do Pará. Autodidata, desenvolve desde 2018 uma pesquisa que ressignifica elementos da cultura popular amazônica por meio de composições abstratas e formas orgânicas em diferentes suportes. Sua obra transita entre o sensível e o simbólico, atravessada por atmosferas espirituais e oníricas, abordando temas como fé, pertencimento, corpo e memória. O território amazônico surge em sua produção como campo afetivo, espiritual e formador de identidade. Participou de exposições como a II Bienal das Amazônias (2025), ARTEPARÁ (2024), Ling Apresenta – Instituto Ling (2024) e MAJ – SESC Ribeirão Preto (2024).

Galvanda Galvão é colagista, videoartista, fotógrafa, educadora e ouvinte. A colagem como experimento antropofágico – fragmentos sonoros em travessias, o desvio, a rua, a partilha contra a reprodução: a poesia. Muitas ocupações com colagem/lambe lambe, Exposições com videoarte, 2025/2026 – Belém, Madrid, Mosqueiro. “Memórias Sonoras” para 19ª Primavera dos Museus com Expressart Museu Interativo – Ariramba – PA e IBRAM. Graduada em Ciências Sociais (PUC-SP). Mestra em Teoria Literária (UNESP-SP) e Doutora em Artes – Poéticas Visuais (PPGArtes-UFPA). Participa dos projetos de artivismo Cidade em Frestas e Rádio Estamira. Realiza pelo seu coletivo Sibila Filmes diversos experimentos audiovisuais e artísticos.

Mileide Barros é mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Artes da UFPA, graduada em Filosofia e artista visual. Em suas obras mescla diferentes técnicas para criar narrativas regionais e amazônidas. Negra, Lgbtqia + crescida no bairro do Bengui, periferia de Belém-PA. Desenvolve diferentes técnicas e linguagens visuais, desde o giz pastel, aquarela, desenho digital e animação 2D, participou de exposições coletivas como “Levantes amazônicos” e “Mil Marias e 18 ODS”, “Jaguar Parade – Belém”. Realizou sua primeira curadoria artística com a mostra: “Entre o sagrado e o profano: poéticas homoafetivas” (2025).

PV Dias investiga arquivos históricos para articular novas narrativas e fabulações críticas em territórios colonizados. Mestre e doutorando em Ciências Sociais pela UFRRJ, formou-se na EAV Parque Lage, atuando com pintura, colagem, fotografia e arte digital. Em 2024, realizou a individual “Rádios-Cipós” no CCSP e, em 2023, integrou a 1ª Bienal das Amazônias. Participou de mostras como “Warmth” (Genebra), “Funk!” e “Casa Carioca” no Museu de Arte do Rio e Salão Arte Pará. Transita entre a rasura de histórias oficiais e a criação de novas visualidades, tensionando as heranças coloniais, suas obras compõem acervos como o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu de Arte do Rio e a Coleção Amazoniana da UFPA.

Henrique Montagne é artista visual, nascido e criado na periferia de Belém do Pará. É graduado em Artes Visuais (ICA-UFPA) e Mestrando em Artes (PPGArtes-UFPA). Em seu trabalho artístico trás o universo das vivências de corpos homossexuais e LGBTQ+ brasileiros. Evidenciando narrativas destas vivências de forma poética e política. Trazendo assim reflexões e obras sobre papéis de gênero, sexualidade, amor, solidão e cultura queer. Seu trabalho é multimídia, tendo como base práticas do desenho, fotografia, performance, instalação e o texto inserido na arte contemporânea. Foi indicado ao Prêmio PIPA 2022. Realizou as individuais “Tybyras” (Museu da Diversidade Sexual, 2025), Invertido (Casa das Artes, 2023), Suaves Brutalidades (2021). Participou de exposições no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Grécia.

Victor Zagury é um artivista urbano e designer gráfico natural de Manaus. Membro do Artist From Climatic (FineActs), com prática abrangendo graffiti, stencil e colagem digital e analógica, focada em causas socioambientais. Em 2022, estreou na coletiva “Legado na comunidade” no MUMA. Em 2023 realizou a individual “Night Watch” sob curadoria de Turenko Beça. Em 2024, atuou em projetos como o Laboratório dos Sonhos (UNICEF) e foi curador da mostra “Cola com Noix”. Em 2025, assinou a identidade visual do TEDx Belém e da Casa TED COP30, além de integrar a Bienal do Cairo e a exposição Xumucuís #4. Sua obra faz parte da iniciativa global TED Countdown (The Climate Collection), reforçando sua atuação na intersecção entre arte, resistência e o debate climático na Amazônia.

Wɨra Tini é uma artista visual, muralista e pesquisadora do povo Kokama. Expressa sua identidade ribeirinha ao conectar conhecimentos tradicionais com perspectivas contemporâneas. Idealizadora do festival e da revista “Graffiti Queens”, focados no protagonismo feminino na arte urbana, ela expande sua voz para o cenário internacional com passagens pela França e Estados Unidos e, mais recentemente, na II Bienal das Amazônias (2025). Sua prática artística é uma ferramenta de luta pela visibilidade da cultura indígena amazônica, combatendo estigmas que reduzem sua produção ao artesanato e pautando questões urgentes sobre o meio ambiente e a vida nas cidades. Natural de Manaus e descendente das tradições ancestrais de seu povo, utiliza a arte para apresentar cosmovisões que conectam a sabedoria feminina às raízes profundas da floresta.

Xumucuís #5 – Arte Contemporanea Digital Amazônica e Projeto do Museu de Arte Xumucuís, uma produção IMACA – Instituto Museus, Arte e Cinema da Amazônia, uma realização do Programa Funarte Ações Continuadas, Fundação Nacional das Artes – Funarte, Ministério da Cultura e Governo do Brasil.